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Os voluntários de Saúde do Corpo da Paz são totalmente financiados pelo PEPFAR (Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alivio da Sida), trabalhando directamente com organizações parceiras e implementadoras do PEPFAR. Estes voluntários trabalham com as comunidades na área de prevenção, cuidados e tratamento na área do HIV. Eles trabalham, através dos parceiros, directamente nas Unidades Sanitárias bem como com os parceiros locais comos as Organizações Comunitárias de base.


Verónica Clemente, tem 24 anos, é natural do estado da Califórnia. Ela está a trabalhar no distrito de Mabote, província de Inhambane, através do Centro de Colaboração em Saúde. Segundo Verónica, sempre gostou de fazer voluntariado desde muito cedo, e após iniciar a faculdade tinha como objectivo juntar-se ao Corpo de Paz. Sempre trabalhou como voluntária na área de HIV e por isso, quando terminou o curso candidatou-se e foi seleccionada  pelos Voluntários do Corpo da Paz para trabalhar em Moçambique. O seu trabalho consiste em fazer a ligação entre o parceiro (CCS), Unidade Sanitária e Organização comunitária de base ( Tsembeca). Acompanha o trabalho dos activistas relativamente ao trabalho que efectuam com os pacientes, principalmente os pacientes que iniciam o tratamento.

Para Verónica o trabalho dos activistas é extremamente importante, uma vez que este, é personalizado: na comunidade todos se conhecem uns aos outros, e ter alguém conhecido a fazer o trabalho com os pacientes torna-se mais fácil e confortável . Segundo Verónica, o engajamento comunitário é importantíssimo para a aderência e retenção dos pacientes com HIV, sendo a melhor forma de lidar com os pacientes que vivem nas comunidades, através de membros pertencentes da mesma, que fazem o contacto directo,  buscas domiciliárias e o acompanhamento pessoal dos pacientes á Unidades Sanitárias.

Para a voluntária, neste momento, relativamente à epidemia, as pessoas sabem que se têm de se proteger e têm acesso à informação. É importante que nos foquemos nos grupos de moçambicanos que vivem com o HIV, que a cada dia aumenta, comunicando sobre a relevância do tratamento e da necessidade da aderência ao mesmo, mantendo desta forma os pacientes saudáveis e capazes de fazer uma vida normal.