Tel.: +258 84 301 3341

A Associação Lirandzo está situada no distrito de Inhassoro ( Inhambane), iniciando as suas actividades em 2009.


Este grupo de mães HIV positivas surge da necessidade de ajudar a comunidade, mais especificamente as mães HIV positivas e os seus filhos igualmente positivos, tendo como objectivo ensinar a alimentação correcta ás mães, como por exemplo, como confeccionar as papas para as crianças, entre outros. Por outro lado, através de palestras para as mães que não aderiam ao tratamento, as activistas sensibilizavam sobre a necessidade do tratamento.
 
As activistas desta Associação realizam buscas domiciliárias com a ajuda da Unidade Sanitária que identificam os pacientes que abandonam o tratamento. O trabalho destas activistas consiste em dirigirem-se a casa dos pacientes, sensibilizando-os para que continuem o tratamento, acompanhando-os ás Unidades Sanitárias para fazerem as suas consultas.

Segundo a activista Evelina Gundane, há pessoas que abandonam o tratamento por falta de transporte. Neste sentido, segundo ela, os grupos GAAC têm sido uma mais valia, na medida em que vai havendo uma rotação dos membros para o levantamento da medicação nas Unidades Sanitárias, poupando desta forma no dinheiro para o transporte. Por outro lado, Evelina fala nas dificuldades financeiras que muitos pacientes enfrentam, principalmente na alimentação, o que dificulta a toma da medicação.
O aconselhamento para a realização do teste do HIV nas Unidades Sanitárias é igualmente importante e aconselhado pelas activistas á comunidade.
Actualmente, de acordo com a opinião da Evelina, há uma maior aderência ao tratamento por parte dos pacientes, contrariamente ao que se passava anteriormente. Antigamente as pessoas escondiam-se mais, tinham medo que se soubesse o seu estado, tinham medo da discriminação. Hoje, com o trabalho que os actvistas têm realizado, têm sensibilizado os pacientes em relação ao estigma, têm ajudado a que possam encarar a doença com normalidade, mostrando os benefícios do tratamento.

A associação Lirandzo trabalha igualmente com mulheres grávidas, na área da Prevenção e Tratamento Vertical ( PTV). Segundo a experiência da activista, o trabalho realizado com mulheres grávidas é complexo, uma vez que as mesmas têm alguma dificuldade em partilhar o seu estado com os seus parceiros, e consequentemente fazer o tratamento, com receio que os seus parceiros descubram a medicação. No entanto, este cenário aos poucos vai modificando, através da sensibilização e apoio das activistas.
 
Arminda Malate, tem 41 anos e é igualmente activista da associação Lirandzo. Igualmente faz buscas domiciliárias aos pacientes, quando os pacientes faltam ás suas consultas, aconselhamento aos doentes para que se mantenham em tratamento. Por outro lado, relativamente ás pessoas que estão doentes e com sintomas de HIV, acompanhando-os ás Unidade Sanitária para fazerem o teste.

As palestras que realizam e o trabalho que fazem com os líderes comunitários são extremamente importantes como forma de passar a informação a mais membros da comunidade. Segundo Arminda, os líderes comunitários conhecem todos os seus membros e têm uma grande influência sobre os mesmos, por isso o trabalho com os líderes é crucial: eles conhecem todos os membros da sua comunidade e mais facilmente identificam os membros que estão doentes, indicando-os aos activistas para que possam sensibilizá-los a dirigirem-se ás Unidades Sanitárias.