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A Associação Tsinela está localizada em Massinga ( Inhambane), trabalhando inicialmente com os gabinetes de testagem voluntária (GATV).

Após o término destes gabinetes de testagem, a associação continuou o seu trabalho.

Começaram a trabalhar com pacientes HIV postivos, bem como com crianças órfãs do HIV, reintegrando-as em famílias de acolhimento, e efectuando visitas ás mesmas. O seu trabalho de ajuda ás famílias que vivem com HIV tem sido importante para a comunidade, na medida em que ensinam as famílias a fazerem machambas para a sua própria subsistência, tendo em conta a necessidade de uma boa nutrição e cuidados com a alimentação para se efectuar o tratamento do HIV.

Os activistas da associação têm um papel preponderante, uma vez que trabalhando directamente nas comunidades conseguem mais facilmente passar as mensagens que pretendem, através de palestras, de sensibilização, aconselhando a testagem, e fazendo o acompanhamento das pessoas ás Unidades Sanitárias, criando um laço, uma ligação forte, de confiança para com estes activistas.
 
Por outro lado, para além desta actividade, os activistas dão um importante contributo na retenção dos pacientes, uma vez que com a ajuda do das Unidades Sanitárias, fazem buscas activas, desclocando-se a casa dos pacientes que abandonaram o tratamento, com o objectivo de os sensibilizar para que retomem a medicação. No entanto, segundo os activistas, existem vários constrangimentos relativamente aos pacientes com HIV: infelizmente ainda há muitos pacientes que não aceitam a doença, bem como outros que preferem fazer o tratamento tradicional, através dos curandeiros. Para responder as estes desafios, os activistas têm reuniões com os curandeiros, sensibilizando-os para que aconselhem os seus pacientes a não abandonar o tratamento, podendo consiliar ambos os tratamentos.
 
Segundo a activista da Associação Tsinela, Lélia do Rosário, outro desafio que faz com que muitos pacientes por vezes desistam de levantar a sua medicação tem haver com o facto de os mesmos terem que esperar muito tempo para o fazer, devido às filas intermináveis. No entanto, como forma de combater este desafio, os activistas promovem a formação de grupos GAAC, tendo em conta as evidentes vantagens dos mesmos ( evitam as longas filas, fazendo a rotação dos membros do grupo para levantamento dos medicamentos, bem como evitam as constantes deslocações e o gasto financeiro para o transporte. Por outro lado os chás positivos ajudam igualmente os pacientes com HIV, uma vez que funcionam como grupos de apoio e esclarecimentos de dúvidas.